Ferramenta de composição corporal

Calculadora de percentual de gordura

O número da balança conta só uma parte da história. Com uma fita métrica, estime sua gordura corporal, a massa livre de gordura, o IMC e as medidas da cintura — e acompanhe como elas mudam.

Grátis · sem cadastro · suas medidas não saem do seu aparelho

O que você quer descobrir?

Como você vai medir?
Sexo usado pela fórmula

Algumas equações antropométricas usam parâmetros diferentes conforme o sexo usado pela fórmula.

Como medir a cintura

Em pé, sem roupa na região. Apalpe o topo do osso do quadril, na lateral do corpo, e passe a fita logo acima dele, paralela ao chão. Leia no fim de uma expiração normal, sem encolher a barriga e sem apertar a pele.

Como medir o quadril

Pés juntos. Passe a fita na parte mais larga dos glúteos, paralela ao chão. Olhe de lado no espelho para achar o ponto mais saliente.

Como medir no método da Marinha

Para a fórmula masculina, o abdômen é medido na altura do umbigo, fita paralela ao chão, no fim de uma expiração normal.

Como medir o pescoço

Olhando para a frente, ombros relaxados. Passe a fita logo abaixo do pomo de adão (a laringe), levemente inclinada para a frente e para baixo. Peça ajuda se puder: é a medida mais difícil de fazer sozinho.

Quantas dobras foram medidas?

Escolha o sexo usado pela fórmula: as dobras da equação de 3 mudam com ele.

Use as medidas da sua avaliação física com adipômetro. A equação usa só as dobras, a idade e o sexo; peso e altura são opcionais — com eles, aparecem a massa gorda, a massa livre de gordura e o índice de massa livre de gordura. Onde fica cada dobra está explicado mais abaixo, em "Os três métodos".

As fórmulas valem para adultos. Não servem para gestantes, nem para quem tem inchaço (edema), amputação ou outra condição que mude as medidas.

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O que é percentual de gordura

É a parte do seu peso que é gordura. Quem pesa 80 kg e tem 20% de gordura carrega 16,0 kg de gordura; os outros 64,0 kg são massa livre de gordura. Em quem pesa 70 kg, 15% são 10,5 kg; e cada 1% de gordura, em 80 kg, vale 0,8 kg.

Peso e composição corporal não são a mesma coisa. Duas pessoas com o mesmo peso podem ter composições muito diferentes — e perder peso não significa, automaticamente, perder gordura. Por isso a calculadora mostra vários indicadores juntos, cada um contando uma parte.

Como medir com fita métrica

A maior parte do erro dessas estimativas vem da medida, não da conta. O básico vale para todas:

  • fita que não estica (a de costura serve), justa na pele, sem apertar e sem folga;
  • fita paralela ao chão, conferida no espelho;
  • em pé, relaxado, lendo no fim de uma expiração normal — sem encolher a barriga;
  • meça duas vezes; se der mais de 1 cm de diferença, meça a terceira e fique com a média;
  • para acompanhar, meça sempre no mesmo ponto, com a mesma fita, em condições parecidas.
Cintura (desta calculadora): logo acima do topo do osso do quadril, na lateral.
Quadril: na parte mais larga dos glúteos.
Pescoço (só no método da Marinha): logo abaixo do pomo de adão.

Existe mais de um ponto de cintura, e cada fórmula foi feita com o seu. A desta calculadora é a do protocolo do NHANES, o grande levantamento de saúde dos Estados Unidos: logo acima do osso do quadril. A OMS mede no ponto médio entre a última costela e esse osso; o método da Marinha, no umbigo (homens) ou na parte mais estreita (mulheres). A diferença costuma ser de poucos centímetros — o importante é não misturar os pontos de uma avaliação para a outra.

Sem fita métrica? Um barbante ou cadarço resolve: passe no ponto, marque com caneta e meça na trena. Só com peso e altura dá para estimar a massa magra pela fórmula de Boer — 61,4 kg para um homem de 80 kg e 1,80 m —, mas ela é populacional: não usa o seu corpo, e erra mais.

Os três métodos desta calculadora

Fita, só a cintura: RFM

O método principal é o RFM (relative fat mass, Woolcott e Bergman, 2018): 64 − 20 × (altura ÷ cintura), somando 12 para mulheres. Ele foi criado e testado contra exame de DEXA em mais de 15 mil adultos do levantamento americano NHANES, de várias origens, e foi validado também em brasileiros. A vantagem para quem mede em casa é pedir uma fita só: cada medida a mais soma erro. Um homem de 1,75 m com 82 cm de cintura fica perto de 21%.

Fita: método da Marinha americana

O método da Marinha dos EUA (Hodgdon e Beckett, 1984) usa altura, pescoço e abdômen nos homens, e altura, pescoço, cintura e quadril nas mulheres. A calculadora aplica a equação oficial, em polegadas, convertendo os centímetros: 180 cm de altura, 90 cm de abdômen e 40 cm de pescoço dão 18%. O método é o mais conhecido, mas foi feito com militares jovens, e estudos que o compararam com o DEXA encontraram estimativas mais baixas que o exame. O próprio Exército americano trocou essa fórmula por uma medida só de abdômen em 2023 e, em 2026, pela relação cintura/altura.

Dobras cutâneas: 3 ou 7 dobras de Jackson e Pollock

Se você fez uma avaliação com adipômetro, pode usar as dobras. As equações de Jackson e Pollock (1978, homens) e de Jackson, Pollock e Ward (1980, mulheres) transformam a soma das dobras e a idade em densidade corporal, e a equação de Siri (1961) converte a densidade em percentual. Foram feitas com adultos de 18 a 61 anos (homens) e de 18 a 55 (mulheres). A conta usa só a soma das dobras, a idade e o sexo — peso e altura não entram; servem para traduzir o percentual em quilos.

  • 3 dobras, homens: peitoral, abdominal e coxa. 3 dobras, mulheres: tríceps, suprailíaca e coxa.
  • 7 dobras (para os dois): peitoral, axilar média, tríceps, subescapular, abdominal, suprailíaca e coxa.
  • Medidas do lado direito, em pé: peitoral na diagonal, entre a axila e o mamilo; axilar média na vertical, na linha da axila, na altura do fim do esterno; tríceps na vertical, atrás do braço, no meio entre ombro e cotovelo; subescapular na diagonal, logo abaixo da ponta da escápula; abdominal na vertical, a 2 cm do umbigo; suprailíaca na diagonal, logo acima do osso do quadril; coxa na vertical, na frente, no meio entre a virilha e o joelho.

Os três métodos nunca são misturados nem somados: cada estimativa aparece com o nome do método que a gerou. Se dois métodos discordam muito, o mais provável é erro de medida.

Percentual de gordura por idade e sexo

Não existe um percentual ideal. Existem faixas de referência — e a mais bem fundamentada é a de Gallagher e colegas (2000), que mediram a gordura de 1.626 adultos e calcularam o percentual que corresponde, em média, ao IMC de 18,5 a 24,9 em cada idade:

Faixa de gordura correspondente ao IMC de referência (Gallagher et al., 2000)
IdadeHomensMulheres
20 a 39 anos8% a 19%21% a 33%
40 a 59 anos11% a 22%23% a 34%
60 a 79 anos13% a 25%24% a 36%

A faixa sobe com a idade e é mais alta nas mulheres, que têm mais gordura essencial. Ela também varia com a ancestralidade: para o mesmo IMC, pessoas de origem asiática tendem a ter mais gordura. Por isso "28% é muito?" não tem resposta única — para uma mulher de 30 anos, está dentro da faixa; para um homem da mesma idade, acima.

A tabela que mais circula, com faixas como "atletas, 6% a 13%" e "obesidade acima de 25%", vem de uma entidade de certificação de profissionais, não de um estudo, e usa o mesmo corte para qualquer idade. Esta página não a usa. E nenhuma faixa é meta: quanto menor não é melhor, e percentuais muito baixos têm custo para a saúde.

Massa magra não é músculo

A massa livre de gordura — chamada de massa magra — é tudo o que não é gordura: músculos, água, ossos, órgãos e outros tecidos. Dizer "você tem 64 kg de músculo" a partir dela é errado. A fita também não mede músculo; estimar massa muscular em quilos pede outros métodos e outras medidas.

Os quilos de massa livre de gordura só fazem sentido junto com a altura. Por isso a calculadora mostra também o índice de massa livre de gordura (massa livre ÷ altura²): 70 kg dão 22,9 kg/m² em quem tem 1,75 m e 20,5 em quem tem 1,85 m. Num estudo com mais de 5 mil adultos suíços, a mediana de 18 a 34 anos foi de 18,9 nos homens e 15,4 nas mulheres.

E 1 kg de gordura pesa o mesmo que 1 kg de massa magra — mas ocupa mais espaço: cerca de 1,1 litro, contra 0,9 litro. É por isso que a cintura pode diminuir sem a balança mudar.

IMC: como calcular e o que ele não mostra

O IMC é o peso dividido pela altura ao quadrado: 80 kg e 1,75 m dão 26,1. Para adultos, as faixas da OMS são as mesmas para homens e mulheres:

Faixas de IMC para adultos (OMS)
IMCClassificação da OMS
abaixo de 18,5baixo peso
18,5 a 24,9peso adequado
25,0 a 29,9sobrepeso
30,0 a 34,9obesidade grau I
35,0 a 39,9obesidade grau II
40 ou maisobesidade grau III

Para pessoas de 60 anos ou mais, o Brasil usa outra tabela: até 22, baixo peso; acima de 22 e abaixo de 27, adequado; 27 ou mais, sobrepeso. Para crianças e adolescentes, o IMC se lê em curvas por idade e sexo, com o pediatra — a tabela de adultos não serve.

O IMC é útil para olhar populações, mas não distingue gordura de músculo nem mostra onde a gordura está. Uma pessoa musculosa pode ter IMC acima de 25 com pouca gordura. E "peso ideal" não existe como número único: para 1,75 m, a faixa de IMC de referência vai de 56,7 kg a 76,3 kg.

Relação cintura/altura (RCE)

Também chamada de relação cintura-estatura (RCE) ou cintura-altura (RCA): a cintura dividida pela altura, na mesma unidade. 80 cm de cintura e 175 cm de altura dão 0,46. A regra prática é manter a cintura abaixo da metade da altura — para 1,70 m, 85 cm.

Relação cintura/altura em adultos (diretriz NICE, Reino Unido)
Cintura/alturaFaixa
0,40 a 0,49saudável
0,50 a 0,59adiposidade central aumentada
0,60 ou maisadiposidade central alta

A faixa vale para homens e mulheres adultos, de qualquer origem, inclusive pessoas musculosas. Não vale na gestação, e a diretriz a indica para quem tem IMC abaixo de 35. Na circunferência da cintura sozinha, os cortes da OMS são 94 e 102 cm para homens e 80 e 88 cm para mulheres — marcadores de distribuição de gordura usados em avaliações populacionais, não um diagnóstico. Mais sobre isso em gordura visceral.

Relação cintura/quadril (RCQ)

A cintura dividida pelo quadril. A OMS usa como corte 0,90 para homens e 0,85 para mulheres: a partir daí, a relação se associa a risco metabólico aumentado em estudos populacionais. Como a cintura/altura, ela olha para onde a gordura está, e não para quanto há. Bioimpedâncias também mostram a RCQ — às vezes medida, às vezes estimada pelo modelo do aparelho.

Peso parado, cintura diminuindo: o que isso diz

É a pergunta de quem acha que entrou em platô. A balança soma tudo — gordura, músculo, água, o que está no intestino —, e ela oscila de um dia para o outro. Se o peso fica parado enquanto a cintura diminui além do erro da fita, a combinação é compatível com mudança na composição corporal. Mas só as medidas não dizem quanto foi gordura e quanto foi músculo — quem afirma "você está trocando gordura por músculo" com base nisso está afirmando mais do que os números mostram.

Também não existe conversão fixa de centímetros em quilos. O que dá para mostrar é quanto a estimativa muda: pelo RFM, numa pessoa de 1,75 m, a cintura de 95 para 90 cm reduz a gordura estimada em cerca de 2 pontos.

Por isso a calculadora guarda avaliações neste aparelho e compara a última com a anterior, dizendo quando a diferença cabe no erro de medida (cerca de 1 a 2 cm na cintura). Medir a cada algumas semanas, sempre no mesmo ponto, vale mais que medir todo dia. Se o peso estacionou, platô de emagrecimento explica as causas, e recomposição corporal mostra para quem ela é mais provável.

Outros métodos: bioimpedância, DEXA, dobras e pesagem hidrostática

  • DEXA (densitometria): o exame de referência mais usado em pesquisa, mas também tem erro e varia entre aparelhos.
  • Pesagem hidrostática: foi o padrão por décadas — o método da Marinha foi feito com ela. É pouco disponível.
  • Dobras cutâneas: boas nas mãos de quem tem prática; dependem muito do avaliador.
  • Bioimpedância: prática, mas muda com hidratação, refeição, exercício recente, horário e o próprio aparelho. Serve para acompanhar se feita sempre nas mesmas condições.
  • Fita métrica: a mais acessível e a mais fácil de repetir. Erra mais em atletas e nos extremos.

Nenhum é perfeito, e eles não são equivalentes: compare cada um com ele mesmo. A avaliação física explica quando vale cada um.

Quando esta calculadora não serve

As equações foram feitas com adultos. Não valem para menores de 18 anos (a calculadora mostra os números, sem classificação), na gestação, com inchaço (edema), amputação ou condições que mudem as medidas. Em atletas e fisiculturistas, a estimativa por fita erra mais. Qualquer dor, mudança de peso sem explicação ou dúvida sobre a sua saúde é assunto para o médico ou o nutricionista.

Como calculamos

  • RFM = 64 − 20 × (altura ÷ cintura) + 12 × sexo (0 homem, 1 mulher). Woolcott e Bergman, Scientific Reports, 2018.
  • Marinha, homens: 86,010 × log(abdômen − pescoço) − 70,041 × log(altura) + 36,76; mulheres: 163,205 × log(cintura + quadril − pescoço) − 97,684 × log(altura) − 78,387, em polegadas. Hodgdon e Beckett, 1984.
  • Dobras: densidade de Jackson e Pollock (1978) e Jackson, Pollock e Ward (1980); percentual de Siri (1961), 495 ÷ densidade − 450.
  • Massa gorda = peso × percentual; massa livre de gordura = peso − massa gorda.
  • IMC = peso ÷ altura²; cintura/altura e cintura/quadril, divisões na mesma unidade.

O percentual aparece como número inteiro, com uma faixa provável de 4 pontos para cada lado: é o tamanho típico do erro dessas equações, mesmo com quem mede bem. A conta acontece no seu navegador; nada do que você digita é enviado, e as avaliações salvas ficam só neste aparelho.

Os resultados são estimativas educacionais e não substituem avaliação individual feita por profissional qualificado. Revisado em 6 de outubro de 2026 por Montinho, personal trainer.

Próximo passo

Medir é a parte fácil; o que muda as medidas é a rotina de treino, semana após semana. Se quiser acompanhamento de perto, com avaliação feita por profissional:

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Referências

Perguntas frequentes sobre percentual de gordura

Como calcular o percentual de gordura com fita métrica?

Meça a cintura logo acima do osso do quadril e use, com a altura, a equação RFM: 64 − 20 × (altura ÷ cintura), somando 12 para mulheres. Um homem de 1,75 m com 82 cm de cintura fica perto de 21%. É uma estimativa: o erro típico é de cerca de 4 pontos para cima ou para baixo.

Qual o percentual de gordura ideal por idade?

Não há um número ideal, mas há faixas de referência.

Um estudo que mediu a gordura de 1.626 adultos (Gallagher et al., 2000) calculou a faixa que corresponde, em média, ao IMC de 18,5 a 24,9: de 20 a 39 anos, 8% a 19% em homens e 21% a 33% em mulheres; de 40 a 59, 11% a 22% e 23% a 34%; de 60 a 79, 13% a 25% e 24% a 36%.

28% de gordura corporal é muito?

Depende do sexo e da idade. Para uma mulher de 30 anos, 28% fica dentro da faixa de referência (21% a 33%); para um homem da mesma idade, fica acima dela (8% a 19%). E, se veio de uma estimativa por fita, lembre que 28% pode ser algo entre 24% e 32%.

Quanto é 20% de gordura corporal?

É a parte do peso que é gordura. Em quem pesa 80 kg, 20% são 16,0 kg de gordura e 64,0 kg de massa livre de gordura. Cada 1% de gordura, nesse peso, equivale a 0,8 kg.

Como calcular massa magra?

Subtraia a massa gorda do peso: peso − (peso × percentual de gordura ÷ 100). Com 80 kg e 20% de gordura, são 64,0 kg. O nome certo é massa livre de gordura: ela inclui músculos, água, ossos e órgãos — não é tudo músculo.

70 kg de massa magra é bom?

Depende da altura. Divida a massa livre de gordura pela altura ao quadrado: com 1,75 m, 70 kg dão 22,9 kg/m²; com 1,85 m, 20,5. Para comparar, a mediana de homens de 18 a 34 anos num estudo suíço foi de 18,9 (e de 15,4 em mulheres).

O IMC é diferente para homem e mulher?

Para adultos, não: as faixas da OMS são as mesmas para os dois sexos. Muda para crianças e adolescentes, que usam curvas por idade e sexo, e para pessoas de 60 anos ou mais, para quem o Brasil usa outra tabela (abaixo de 22, de 22 a 27 e acima de 27).

Qual o peso ideal para quem tem 1,75 m?

Não existe um peso ideal único. A faixa em que o IMC fica entre 18,5 e 24,9, a de referência da OMS, vai de 56,7 kg a 76,3 kg para 1,75 m. Dentro dela cabem corpos muito diferentes — por isso a cintura e a gordura estimada dizem mais que o peso.

Qual a cintura ideal para uma mulher de 1,70 m?

A referência mais usada é manter a cintura abaixo da metade da altura (relação cintura/altura abaixo de 0,5). Para 1,70 m, metade da altura são 85 cm. Vale para homens e mulheres adultos.

Qual a relação cintura-quadril ideal?

A OMS usa como corte 0,90 para homens e 0,85 para mulheres: a partir daí, a relação passa a indicar risco metabólico aumentado em estudos populacionais. É um marcador de onde a gordura está, não um diagnóstico.

O que significa relação cintura-quadril na bioimpedância?

É a mesma conta: cintura dividida pelo quadril. Alguns aparelhos medem as circunferências; outros estimam a relação pelo próprio modelo, sem fita. Se quiser conferir, meça com fita — e compare sempre pelo mesmo método.

Quantos quilos equivalem a perder 5 cm de cintura?

Não existe conversão fixa entre centímetros e quilos. O que dá para dizer é quanto a estimativa muda: pela equação RFM, numa pessoa de 1,75 m, a cintura passar de 95 para 90 cm reduz a gordura estimada em cerca de 2 pontos percentuais.

É possível emagrecer e não aparecer na balança?

É. A balança soma gordura, músculo, água e o que está no intestino. Se a cintura diminui enquanto o peso fica parado, a combinação é compatível com mudança na composição corporal — mas só as medidas não dizem quanto foi gordura e quanto foi músculo.

Medir a cintura no mesmo ponto, a cada algumas semanas, ajuda a ver a tendência.

Como medir o percentual de gordura sem fita métrica?

Um barbante ou cadarço resolve: passe no ponto da medida, marque com a caneta e meça na trena ou na régua. Sem nenhuma medida, só com peso e altura, existem fórmulas populacionais (como a de Boer, para massa magra), mas elas não usam o seu corpo e erram mais.

É possível ter 50% de gordura corporal?

É, em obesidade grave — exames de imagem já mediram valores acima disso. Nessa faixa, porém, as estimativas por fita perdem precisão, e a avaliação deve ser feita com médico ou nutricionista.