Calculadora de calorias da corda
100 a 120 pulos/min. Um pulo por giro da corda, sem batida de marcação. O ritmo mais comum de quem já pega o jeito.
Só o tempo em que a corda girou. O descanso entre as séries não entra — nele você gasta o de repouso, que já estava no seu dia.
Sei a minha cadência ajuste fino
A cadência vem do ritmo escolhido acima. Mexer aqui só muda a contagem de pulos e o custo por pulo — o gasto por minuto é definido pelo ritmo, que é como o Compêndio mediu. Se a cadência sair da faixa do ritmo, a ferramenta avisa.
≈ 145 kcal
- Tempo de corda
- —
- Séries
- —
- Pulos
- —
- Equivale a correr
- —
- Por pulo
- —
- Acréscimo real ao dia
- —
- Intensidade
- — METs
É uma estimativa. Na corda a variação entre pessoas vem principalmente de duas coisas que a tabela não enxerga: a altura do pulo e quantos erros de corda interrompem o ritmo. Quem erra muito gasta menos do que a conta devolve, porque a corda passou menos tempo girando.
Esse número responde quanto você gastou. Ele não responde a pergunta que decide o resultado: quanto disso você consegue repetir na semana. A corda é a atividade deste cluster com o maior gasto por minuto e a menor duração possível — o que a torna um ótimo estímulo e um péssimo plano de cardio isolado.
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A lenda dos 10 minutos, desmontada com a conta
"Dez minutos de corda queimam mais calorias que trinta minutos de corrida" é uma das frases mais repetidas do fitness brasileiro. E o engraçado é que algumas das matérias que a publicam trazem, no mesmo texto, o dado que a derruba: corda a 110 pulos por minuto e corrida a cerca de 11,3 km/h têm praticamente o mesmo MET.
Se o custo por minuto é igual, dez minutos de um valem dez minutos do outro. Não trinta. Para a frase ser verdadeira, pular corda teria de valer 35 METs — mais do que qualquer atividade humana sustentada, e quase três vezes a faixa mais rápida que o Compêndio mediu.
corda moderada 11,8 METs correr a 11,3 km/h 11,8 METs ← praticamente igual 10 min de corda 145 kcal (70 kg) 10 min de corrida 144 kcal 30 min de corrida 432 kcal ← o que a lenda promete
O que é verdade, e continua impressionante: esses dez minutos custam o mesmo que correr dez minutos a 11,3 km/h, que é ritmo de 5min19 por quilômetro. Pouca gente corre assim. A corda não é mágica — ela é intensa, e é exatamente por isso que ninguém aguenta meia hora dela.
Um detalhe de leitura, para os dois números não se confundirem. Os 11,3 km/h acima são a velocidade em que correr custa o mesmo por minuto que a corda moderada — é ela que derruba a lenda. Já a linha "equivale a correr" da calculadora converte o seu resultado para um ritmo fixo de 10 km/h (6min00 por quilômetro), que é redondo e igual para todas as faixas, e portanto serve para comparar sessões entre si. As duas contas saem da mesma equação da ACSM que a nossa calculadora de corrida usa — duas páginas do mesmo site não podem discordar sobre o mesmo número.
Pular mais rápido quase não muda o gasto
Esta é a parte que contraria a intuição de todo mundo. Nos valores medidos, subir de 110 para 140 pulos por minuto — quase 27% mais rápido — custa apenas 4,2% a mais por minuto.
| Ritmo | METs | 10 min | Pulos | Por pulo |
|---|---|---|---|---|
| Lento abaixo de 100 pulos/min | 8,8 | ≈ 108 kcal | 850 | 0,127 kcal |
| Moderado 100 a 120 pulos/min | 11,8 | ≈ 145 kcal | 1.100 | 0,131 kcal |
| Rápido 120 a 160 pulos/min | 12,3 | ≈ 151 kcal | 1.400 | 0,108 kcal |
Olhe a última coluna: o pulo da faixa rápida é cerca de 18% mais barato que o da moderada. O motivo é simples e ninguém diz — pulo rápido é pulo baixo. Quem acelera não passa a trabalhar mais por repetição; passa a trabalhar menos por repetição e a repetir mais vezes.
Compare com a bicicleta, onde dobrar a velocidade triplica o gasto porque a velocidade cria trabalho novo contra o ar. Na corda, acelerar não cria trabalho novo — redistribui o mesmo. Acelerar a corda quase não muda o gasto por minuto, e deixa cada pulo mais barato — porque pulo rápido é pulo baixo. Se quiser gastar mais, o caminho não é girar a corda mais rápido: é pular mais tempo, ou pular mais alto.
Uma ressalva que a tabela pede: entre a faixa lenta e a moderada o custo por pulo sobe, e não cai. As três faixas do Compêndio não são três pontos de uma curva — são medições de gestos diferentes. A lenta inclui uma batida de marcação entre os pulos, que é outro movimento. A queda por pulo aparece de verdade entre a moderada e a rápida, que são o mesmo gesto em velocidades diferentes.
Corda não se faz em bloco contínuo
Se a cadência quase não muda o custo por minuto, o que decide é quantos minutos de corda realmente aconteceram. E aqui está o erro que infla todos os números do assunto: a corda é feita em séries, com descanso entre elas, porque a intensidade não permite outra coisa.
8 séries de 45 segundos são 6 min de corda — e 87 kcal para 70 kg. Se você contasse os cerca de 20 minutos que esse treino leva de relógio, chegaria a 289 kcal: 3,3 vezes mais que o real.
Corda não se faz em bloco contínuo, e a conta precisa saber disso. Oito séries de 45 segundos são seis minutos de corda dentro de um treino de vinte — contar os vinte inflaria o resultado em mais de três vezes.
É por isso que a ferramenta tem um modo de séries, e por isso ela avisa quando alguém informa mais de 15 minutos contínuos: esse número quase sempre é treino inteiro, não corda girando.
Quanto custa, por tempo e por peso
| Tempo de corda | Pulos | Gasto |
|---|---|---|
| 1 min | 110 | ≈ 14 kcal |
| 3 min | 330 | ≈ 43 kcal |
| 5 min | 550 | ≈ 72 kcal |
| 10 min | 1.100 | ≈ 145 kcal |
| 15 min | 1.650 | ≈ 217 kcal |
| Pulos | Tempo girando | Gasto |
|---|---|---|
| 100 | 55 s | ≈ 13 kcal |
| 200 | 2 min | ≈ 26 kcal |
| 500 | 5 min | ≈ 66 kcal |
| 600 | 5 min | ≈ 79 kcal |
| 1.000 | 9 min | ≈ 131 kcal |
A tabela para em 15 minutos de propósito. Não é limite de conta — é que corda contínua além disso praticamente não acontece, e uma tabela que oferecesse "60 minutos de corda" estaria sugerindo um cenário que não existe.
| Peso | Gasto bruto | Acréscimo real ao dia |
|---|---|---|
| 50 kg | ≈ 103 kcal | ≈ 95 kcal |
| 60 kg | ≈ 124 kcal | ≈ 113 kcal |
| 70 kg | ≈ 145 kcal | ≈ 132 kcal |
| 80 kg | ≈ 165 kcal | ≈ 151 kcal |
| 90 kg | ≈ 186 kcal | ≈ 170 kcal |
| 100 kg | ≈ 207 kcal | ≈ 189 kcal |
| 120 kg | ≈ 248 kcal | ≈ 227 kcal |
O número é bruto: inclui o que você gastaria parado nesse tempo. O acréscimo real ao seu dia é um pouco menor, e é esse que conta num déficit.
Aqui a física não resolve — e na escada resolvia
A nossa página de escada mostra que massa × gravidade × altura explica o gasto quase inteiro: dá para calcular subir escada sem tabela nenhuma. Seria natural tentar a mesma régua na corda, que também é erguer o corpo várias vezes. Ela não funciona, e o tamanho do buraco é informativo.
erguer 70 kg uns 5 cm, 110 vezes por minuto, a 25% de eficiência 3,61 kcal/min ← o que a física de altura prevê 13,23 kcal/min ← o que a medição direta encontra explica 27% do gasto real
Erguer o corpo alguns centímetros a cada pulo explica pouco mais de um quarto do gasto medido. O resto está no ciclo elástico da panturrilha e do pé, na absorção da aterrissagem, na rotação dos braços e na velocidade com que a força é produzida. Diferente da escada, aqui a física simples não dá conta — e vale dizer isso em vez de fingir que dá.
A diferença entre as duas atividades é o que cada uma cobra. Na escada, o corpo sobe e fica lá: o trabalho é levantar peso contra a gravidade, e acabou. Na corda, o corpo sobe e desce dezenas de vezes por minuto, e o caro não é a subida — é absorver a aterrissagem, reverter o movimento rápido e produzir força em pouquíssimo tempo.
Corda ou corrida?
Por minuto, a corda ganha de quase qualquer corrida que a maioria consegue manter. Por sessão, ela perde feio — e a sessão é o que conta no fim da semana. Dez minutos de corda contra quarenta de corrida não é disputa.
O uso que faz sentido é o inverso do que a lenda sugere: em vez de trocar a corrida pela corda esperando gastar mais, usar a corda como o estímulo intenso e curto que ela é — em séries, dentro de um treino, ou como aquecimento. Ela também entrega coisas que a corrida não entrega tão bem: coordenação, rigidez de tornozelo e um trabalho de panturrilha que pouca atividade iguala.
Nenhum exercício escolhe de onde o corpo tira gordura. A corda aumenta o gasto do dia e é excelente para panturrilha, tornozelo e coordenação; onde a gordura sai primeiro é decidido por genética e hormônio, não pelo movimento.
Como esta conta é feita
A base é a equação de METs: kcal por minuto = MET × 3,5 × peso em kg ÷ 200. Os METs de cada faixa vêm do Compêndio de Atividades Físicas, copiados e não ajustados — 8,8 abaixo de 100 pulos por minuto, 11,8 entre 100 e 120 e 12,3 entre 120 e 160.
10 min de corda moderada, 70 kg 11,8 × 3,5 × 70 ÷ 200 = 14,46 kcal por minuto 14,46 × 10 = 145 kcal
A cadência vem da faixa escolhida, e não de um valor fixo: a faixa do Compêndio é definida pela cadência, e deixar as duas se contradizerem devolveria o esforço de uma pessoa com o ritmo de outra. Ela serve para converter tempo em pulos e para o custo por pulo — se você ajustar a cadência para fora da faixa do ritmo, a ferramenta avisa.
A comparação com a corrida usa a equação da ACSM, a mesma da nossa página de corrida. Não há número escrito à mão nesta página: tudo o que você lê foi calculado pelos mesmos motores que a calculadora usa, e conferido por testes.
Uma limitação de fonte que vale declarar: os valores de 11,8 e 12,3 METs estão confirmados na edição de 2024 do Compêndio, e são os mesmos da edição de 2011. O de 8,8 METs para a faixa lenta foi verificado pelo código e pela descrição na edição de 2011, e não deu para confirmar de forma independente se a de 2024 o manteve. Ele é o número menos firme desta página, e é também o que menos pesa: quase ninguém usa a calculadora para pulo lento com batida de marcação.
Revisado em 5 de outubro de 2026 por Montinho, personal trainer. Esta é uma estimativa educativa de gasto energético. Não é avaliação metabólica, não substitui calorimetria indireta, não prescreve treino e não diagnostica nada.
Limitações desta estimativa
É uma estimativa. Na corda a variação entre pessoas vem principalmente de duas coisas que a tabela não enxerga: a altura do pulo e quantos erros de corda interrompem o ritmo. Quem erra muito gasta menos do que a conta devolve, porque a corda passou menos tempo girando.
A maior fonte de erro aqui é a mais banal: errar a corda. Quem para a cada dez pulos para reposicionar a corda tem muito menos tempo de corda girando do que o relógio mostra, e a conta devolve mais do que a pessoa gastou. Quanto mais iniciante, maior esse desconto — e o modo de séries é a forma honesta de lidar com ele.
Corda é impacto repetido em tornozelo, joelho e panturrilha, e é uma das atividades em que começar devagar importa mais. Para quem está acima do peso, tem dor articular ou vem de lesão, séries curtas com muito descanso são o ponto de partida sensato — e dor que persiste é assunto para médico ou fisioterapeuta, não para aumentar o volume.
Referências
- Herrmann SD, Willis EA, Ainsworth BE, et al. 2024 Adult Compendium of Physical Activities. Journal of Sport and Health Science, 2024 — mede pular corda em três faixas de cadência: 8,8 METs abaixo de 100 pulos por minuto, 11,8 entre 100 e 120 e 12,3 entre 120 e 160. É a tabela que mostra que acelerar quase não muda o custo por minuto.
- American College of Sports Medicine. ACSM's Guidelines for Exercise Testing and Prescription, 11ª edição, 2021 — fornece a equação da corrida usada aqui para a comparação honesta: é ela que mostra que corda em ritmo moderado custa o mesmo por minuto que correr a pouco mais de 11 km/h.
- Komi PV. Stretch-shortening cycle: a powerful model to study normal and fatigued muscle. Journal of Biomechanics, 2000 — descreve o ciclo de alongamento e encurtamento, o mecanismo de absorver e devolver energia elástica que domina o salto repetido — e a razão de a conta de erguer o centro de massa explicar só parte do gasto da corda.
- Hall KD, Sacks G, Chandramohan D, et al. Quantification of the effect of energy imbalance on bodyweight. The Lancet, 2011 — demonstra que a regra dos 7.700 kcal por quilo superestima a perda ao longo do tempo: o gasto do corpo cai conforme ele emagrece, e a resposta não é linear.
Perguntas frequentes sobre calorias da corda
10 minutos de pular corda queimam mais que 30 minutos de corrida?
Não, e a diferença é de três vezes. Corda em ritmo moderado dá 11,8 METs, que é praticamente o mesmo de correr a 11,3 km/h. Com o MET igual, 10 minutos de corda valem 10 minutos de corrida — cerca de 145 kcal para 70 kg.
Para a frase ser verdadeira, a corda teria de valer 35 METs, acima do que qualquer pessoa sustenta.
10 minutos de pular corda gastam quantas calorias?
Cerca de 145 kcal para 70 kg em ritmo moderado — uns 1.100 pulos. O detalhe que muda tudo: são 10 minutos de corda GIRANDO, sem contar o descanso entre séries. Quem soma o treino inteiro chega a um número bem maior que o real.
Pular corda queima quantas calorias por minuto?
Cerca de 14 kcal por minuto para 70 kg em ritmo moderado (110 pulos por minuto). O peso é o que mais mexe: 50 kg ficam perto de 10 e 100 kg perto de 21 kcal por minuto. Os "17 calorias por minuto" que circulam valem para uma pessoa bem mais pesada, em ritmo forte.
Quantas calorias queima 30 minutos de pular corda?
Girando a corda os 30 minutos sem parar, cerca de 434 kcal para 70 kg — mas quase ninguém faz isso: meia hora seguida de corda é raro até para quem treina. Uma sessão real de 30 minutos tem séries e descanso; com 15 séries de 1 minuto, a corda em si soma cerca de 217 kcal. É esse o número honesto para comparar.
Quantas calorias se perde com 1000 pulos de corda?
Cerca de 131 kcal para 70 kg, em uns 9 min de corda girando. Para outros números: 100 pulos dão cerca de 13 kcal e 500 pulos, 66 kcal. Contar pulos é o jeito mais preciso de medir corda, porque não inclui o descanso.
Pular corda perde barriga?
Não diretamente. Não existe queima localizada: pular corda não tira gordura da barriga antes do resto do corpo. O que a corda faz é somar gasto num tempo curto, e a gordura abdominal sai com o déficit calórico mantido por semanas.
Pela carga nos tornozelos, joelhos e panturrilhas, quem tem dor ou está acima do peso faz bem em começar com séries curtas — e, havendo dor ou lesão, conversar antes com médico ou fisioterapeuta.
Pular corda mais rápido gasta mais calorias?
Quase não muda. De 110 para 140 pulos por minuto — 27% mais rápido — o custo por minuto sobe só 4,2%. E cada pulo fica cerca de 18% mais BARATO, porque pulo rápido é pulo baixo.
Para gastar mais, o caminho é pular mais tempo ou pular mais alto, não girar a corda mais rápido.
100 pulos de corda queimam quantas calorias?
Cerca de 13 kcal para 70 kg, em pouco menos de um minuto. Dá uma ideia de escala: para os 7.700 kcal de um quilo de gordura seriam mais de 59 mil pulos.
Quantos minutos de corda por dia para emagrecer?
A pergunta tem uma armadilha: emagrecimento se decide no balanço de semanas, e o exercício é a menor peça dessa conta. Dito isso, corda é uma das atividades de maior gasto por minuto que existe — e justamente por isso ninguém sustenta muito tempo dela. O uso realista é em séries curtas, como parte de um treino, não como bloco longo de cardio.
Por que esta calculadora limita o tempo a 60 minutos?
Porque corda contínua além disso não existe fora de tentativa de recorde, e um campo que aceita três horas sugere que a ferramenta considera isso normal. Acima de 15 minutos seguidos ela já avisa: quem informou mais provavelmente está somando o descanso entre séries, e para esse caso existe o modo de séries.
Pular corda é melhor que correr para emagrecer?
Por minuto, a corda ganha de quase qualquer corrida que a maioria das pessoas consegue manter. Por sessão, ela perde feio, porque a sessão é curta: dez minutos de corda contra quarenta de corrida não é disputa. A corda é excelente como estímulo intenso e curto, e ruim como volume — e volume é o que acumula caloria.